Imobiliário anima economia do Reino Unido

Os sinais de que a economia do Reino Unido pode já ter passado pela pior fase da actual crise económica avolumaram-se hoje com dois indicadores que surpreenderam pela positiva.
Por um lado, o preço das casas voltou a subir, num sinal de que a crise do sector imobiliário se está a afastar, e a confiança dos consumidores registou o nível mais alto dos últimos 11 meses.
No sector imobiliário, os dados referem-se ao mês de Maio. O preço das casas subiu 1,2 por cento, depois de em Abril ter caído 0,3 por cento. O valor de Maio surpreendeu um conjunto de 14 analistas contactados pela Bloomberg que tinha previsto que o preço das casas em Maio caísse 0,9 por cento.
Os dados são “mais uma evidência de alguma melhoria no sector do imobiliário nos últimos meses”, disse Martin Gahbauer, economista chefe da Natioowide’s.
Mas os dados positivos sobre a economia britânica não se ficaram pelo sector do imobiliário. O relatório da empresa GfK NOP revela que a confiança dos consumidores atingiu em Maio o valor mais alto dos últimos 11 meses.
Fonte: Público

InCI com novo presidente

O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações anunciou a nomeação de uma nova liderança para o Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI).
Sai Ponce de Leão e entra António Flores de Andrade, que desempenhava o cargo de inspector-geral do ministério que é tutelado por Mário Lino.
Ponce de Leão, cujo nome não é referido no comunicado divulgado pelo ministério, tinha terminado o seu mandato há vários meses, mas mantinha-se no cargo apesar de ter perdido os vogais que com ele constituíam equipa.
O presidente que acaba de ser substituído foi nomeado por Jorge Costa, secretário de Estado das Obras Públicas do Governo PSD, que antecedeu o actual Executivo.
Fonte: Público

Use as rendas para comprar a casa

Tem medo de perder o dinheiro das rendas para sempre? Já há uma solução no mercado: arrendar o imóvel com opção de compra. A percentagem a reverter varia consoante os promotores e as imobiliárias, revelam os vários agentes do sector à Agência Financeira (AF).

A ideia não é nova. O conceito arrancou em Espanha há mais de um ano para responder à crise que se vive no sector e Portugal está a seguir o exemplo.

A moda parece estar a pegar. A Alta de Lisboa lançou esta, quinta-feira, 195 imóveis no mercado de arrendamento, mas com a opção de compra. Caso os proprietários optem por isso, até 40% do valor das rendas serão utilizados para abater no preço final, revela o director operacional, Graciano Garcia à AF.

No entanto, segunda a promotora as vantagens não ficam por aqui. A opção de compra não é específica ao apartamento arrendado. Por exemplo, é possível arrendar um T1 e depois comprar um T3. Também é possível ceder a posição contratual.

O responsável garante que está à espera de boa receptividade, uma vez que, «esta oferta destina-se ao segmento médio, onde há uma grande procura do arrendamento».

Também as mediadoras parecem ter-se rendido a este conceito, apesar da procura ainda ser pouco significativa, adiantam à AF.

A RE/MAX garante que «tudo pode ser contratado e negociado» e não há contratos tipo, salienta o mediador Pedro do Ó. «Podemos estabelecer no momento do contrato que numa renda de 500 euros, 250 euros poderão ser revertidos para uma posterior compra», acrescentando ainda que a mediadora permite ceder esse mesmo contrato a um terceiro.

A verdade é que esta é uma forma engenhosa encontrada pelos promotores e imobiliárias em escoar o seu produto enquanto a decisão de compra está posta de lado. Além disso, vem acabar com o preconceito dos portugueses em relação ao mercado de arrendamento e pôr fim ao mito que estão a pagar uma casa que nunca vai ser deles.
Fonte: IOL

Empréstimos habitação caem para um terço

Os novos empréstimos para a compra de casa estão a cair de forma abrupta. Um reflexo da maior exigência dos bancos na concessão de crédito e da quebra na confiança dos consumidores. A alternativa está a ser arrendar. Em Janeiro, os novos empréstimos para a compra de casa representaram um terço do montante concedido no mesmo período de 2007. As instituições financeiras emprestaram, em Janeiro, 553 milhões de euros aos particulares para comprarem casa. Este valor corresponde a um terço do montante concedido no mesmo mês de 2008, altura em que os novos empréstimos ascenderam a 1,52 mil milhões de euros, segundo os dados do Banco de Portugal. O valor dos financiamentos realizados em Janeiro é o mais baixo desde o início de 2003.
A travagem na concessão de empréstimos é geral. O crédito às famílias cresceu a um ritmo anual de 3,6%, o valor mais baixo desde 2004 e compara com os aumentos superiores a 10% verificados no final de 2007 e início de 2008.
Há uma retracção das vendas no mercado imobiliário, que se estima que tenha sido na ordem dos 17% em 2008, e que tem como principal razão o decréscimo na concessão de crédito", revela fonte oficial da RE/MAX. Segundo a marca líder na compra e venda de habitação em Portugal, "há claramente uma faixa de consumidores que, por não conseguir aceder ao crédito, ou por não ter conseguido cumprir com as suas obrigações à banca, não tem outro recurso senão recorrer ao arrendamento".
No ano passado, o arrendamento na rede da RE/MAX cresceu 48% face ao ano de 2007.
Fonte: Jornal de Negócios

Taxas Euribor sobem pelo sétimo dia consecutivo

As taxas Euribor voltaram a subir de hoje, pelo sétimo dia consecutivo, o que representa o maior período de ganhos desde Outubro, mês marcado pelos recordes históricos destas taxas e pelo início do ciclo de quedas.
As Euribor com prazos mais curtos ficaram inalteradas face aos valores de ontem. A Euribor a três meses fixou-se nos 1,270%, igual ao valor de ontem. A taxa a seis meses subiu para os 1,473% e a Euribor a 12 meses aumentou para os 1,570%.
Este é o sétimo dia consecutivo de subidas das taxas Euribor, o que já não acontecia desde Outubro, altura em que estas taxas atingiram os valores mais elevados de sempre e em que se começou a verificar quedas acentuadas devido aos cortes de juro realizados pelo Banco Central Europeu (BCE).
Nesta altura, o mercado acredita que a autoridade monetária não vai descer mais a taxa de juro (actualmente em 1%), o que deverá provocar uma estabilização das taxas Euribor.
Fonte: Jornal de Negócios

Produtos da banca para ajudar os desempregados

A protecção do ordenado dos clientes com crédito à habitação, em caso de desemprego, está a ser uma preocupação para a maioria dos principais bancos portugueses, que estão a oferecer ou a relançar seguros que permitem cobrir esse risco.

Depois da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que já tinha um "seguro de desemprego e baixa médica", o BES lançou em Fevereiro um "seguro protecção salário", que garante uma percentagem da remuneração em caso de desemprego involuntário.

O BCP está a "estruturar" um produto semelhante associado ao crédito habitação, "mas ainda não estão previstas datas para lançamento", adiantou à agência Lusa fonte da instituição, enquanto o BPI inclui num produto mais alargado esta protecção.

Já o Santander Totta está a contactar todos os clientes detentores de crédito habitação, e cujas coberturas de seguro não previam o desemprego involuntário, a "relembrar" que desde 2007 tem um "plano protecção ordenado" disponível.

O valor do prémio [custo mensal] destes seguros depende do capital concedido para financiar a compra da casa, o valor do ordenado da pessoa segura, ou ainda incidindo sobre o valor da prestação mensal do empréstimo.

Os produtos destinam-se a trabalhadores por conta de outrem em caso de desemprego involuntário quando se prolongue por um período de mais de 30 dias consecutivos ou 60 dias consecutivos, consoante o banco.
As indemnizações também diferem, com o produto da CGD, por exemplo, que incide sobre o valor da prestação mensal do empréstimo, a ter um limite máximo de 1.700 euros, ou o Santander a garantir 25 por cento do ordenado mensal domiciliado da pessoa segura, no máximo de 625 euros por mês.

No BES, o limite da indemnização é de 35 por cento a 50 por cento da remuneração mensal, no máximo de 500 euros a mil euros, dependendo da modalidade do "seguro protecção salário" escolhida, sendo que o produto deste banco também é destinado a clientes que trabalhem por conta própria. Importante também para quem contrata este tipo de produto é saber durante quanto tempo é que o banco paga o salário - ou parte dele - ou o empréstimo, sendo que na maioria dos casos não vai além dos seis meses.

De acordo com o INE, no primeiro trimestre a população desempregada em Portugal estava nos 495,8 mil indivíduos, um acréscimo de 16,1 por cento face ao trimestre homólogo de 2008 (mais 68,8 mil pessoas) e de 13,3 por cento em relação ao trimestre anterior (mais 58,2 mil desempregados).
Fonte: Diário Económico