Venda de habitações de luxo na RE/MAX aumenta 9% num ano

A mediadora vendeu, através da marca RE/MAX Collection, casas no valor de 80 milhões de euros.

A RE/MAX está a reforçar o negócio da venda de casas de luxo. Em apenas um ano, desde Setembro de 2009, data em que foi lançado a marca RE/MAX Collection, a mediadora vendeu imóveis no valor de 80 milhões de euros. "Um montante que representa um crescimento de 9% em relação ao ano anterior em que, apesar de não termos a marca Collection, já vendíamos casas de luxo, com preços acima de 500 mil euros", explicou Beatriz Rubio, presidente executiva (CEO) da RE/MAX Portugal e responsável pelo segmento de luxo da empresa, ao Diário Económico.

De acordo com a responsável, este é um feito notável tendo em conta a situação económica que Portugal vive, mas é também a prova de que ainda há dinheiro no país. "Em três meses, vendemos três casas em Cascais que custavam entre dois a 2,6 milhões de euros cada uma. E tivemos uma casa de quatro milhões que se vendeu em seis meses", conta.

Para 2011, o objectivo é continuar a crescer, se possível a dois dígitos, mas de acordo com esta responsável não existem quaisquer metas, tanto em número de casas angariadas como de negócios realizados. "Mais que quantidade, quero qualidade. Quero que a RE/MAX Collection tenha muito boa reputação e não muitas casas em carteira", comenta Beatriz Rubio.

Há um ano, a RE/MAX Collection contava com pouco mais de 200 imóveis em carteira, hoje sãojá mais de duas mil casas, 5% das quais estão à venda por mais de 500 mil euros. A maioria dos imóveis estão em Lisboa, onde soma uma carteira de 831 casas, das quais 240 são apartamentos.

Faro é a segunda zona onde concentram mais casas de luxo, um total de 345 imóveis, seguindo-se depois Porto e Cascais com 168 imóveis, Santarém com 75 e Évora com 52.

Fonte: Diário Económico

Para vender uma casa já não chega colar o número de telefone à janela.

Para vender uma casa já não chega colar o número de telefone à janela. Não é que não haja quem queira comprar, o problema é descobrir quem tem capacidade financeira para conseguir crédito. A alternativa tem sido procurar as grandes mediadoras.

Todos os dias se ouve falar em restrições ao crédito, na dificuldade em vender casas, em falências e desemprego no imobiliário (este ano, até Setembro, faliram 75 empresas, o dobro das que fecharam na mesma altura de 2009, segundo a Crédito y Caución). Mas a crise não toca a todos. O mal de uns é o proveito de outros e a dificuldade sentida por pequenas mediadoras e famílias em, por si, venderem casas beneficia as grandes empresas, cuja estrutura lhes permite ter uma carteira maior de compradores e vendedores e dar ao cliente conselhos para aumentar a hipótese de obter crédito.

O aperto da Banca foi confirmado ao JN por várias mediadoras. Sobretudo a partir do Verão, dizem, conseguir um empréstimo para comprar casa ficou ainda mais difícil.
Para o contornar, as mediadoras avaliam a capacidade financeira dos clientes. "Se um cliente quer comprar uma casa é porque tem necessidade. A nós compete-nos encontrar uma casa com um preço que ele pode pagar", disse Beatriz Rubio, presidente da REMAX Portugal.

Descer preços para vender

Se o maior problema é conseguir empréstimos, o segundo maior é convencer quem vende a baixar o preço, afirmou Beatriz Rubio. "Sobretudo quem comprou casa quando o mercado estava a crescer, agora resiste a vender por menos dinheiro", disse.

A Banca tem avaliado os imóveis por um valor cada vez mais baixo, mas com isso está só a acompanhar a realidade do mercado, acreditam os mediadores (quanto maior for a diferença entre o valor da avaliação e o montante pedido emprestado, mais difícil será conseguir o crédito).

Mais particulares a procurar profissionais para vender casas e menos pequenas empresas a trabalhar no mercado significam mais negócio para as grandes mediadoras. Das quatro mediadoras contactadas pelo JN, as duas maiores esperam aumentar quer o número de negócios assinados quer o valor envolvido; as restantes esperam que este ano seja, na pior hipótese, semelhante a 2009.

Fonte: Jornal de Notícias

Crédito à habitação: novas regras entram em vigor.

As novas regras do crédito à habitação já estão em vigor. O objectivo é aumentar a transparência da informação prestada aos clientes bancários sobre a prestação da casa.

As instituições financeiras são agora obrigadas a informarem os clientes de alterações à prestação com 15 dias de antecedência.

Ao mesmo tempo, os bancos têm de enviar um extracto mensal com informação sobre o crédito dos clientes.

Uma Ficha de Informação Normalizada, onde são descritos os produtos financeiros que podem vir a ser contratualizados e os planos financeiros associados a esses produtos, tem de ser entregue pelos bancos aos clientes logo no momento da simulação do crédito.

Os clientes terão ainda acesso a uma minuta do contrato para analisarem em casa antes de finalizarem o acordo, de onde constam todas as condições do empréstimo, mesmo as implicações em caso de incumprimento.

Ainda do contrato, passa a ser obrigatório constar o spread (margem de lucro do banco) contratualizado pelo cliente, normalmente associado a outros produtos financeiros conexos ao empréstimo à habitação (cartão de crédito, seguro) e o spread base caso o cliente venha a prescindir desses produtos.

RE/MAX Portugal prepara entrada em Cabo Verde

A RE/MAX Portugal que vai começar a operar em Cabo Verde, mediante parcerias no negócio com operadores locais. O anúncio oficial foi feito durante a 13.ª edição do Salão Imobiliário de Portugal. A partir de Cabo Verde entrará no mercado africano. Segundo um comunicado da mediadora imobiliária, publicado no jornal Oje, “Cabo Verde será a ponta de lança da RE/MAX Portugal em África, onde os planos de expansão vão privilegiar os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), em particular Angola”.

A mediadora já terminou o processo de prospecção de mercado em Cabo Verde, em colaboração com a Câmara de Comércio Luso-caboverdiana e deverá seleccionar os primeiros franchisados a entrar no mercado, nos primeiros meses de 2011.

Esta prospecção, segundo o comunicado, privilegiou os operadores locais dos sectores da mediação e promoção imobiliária e algumas empresas internacionais, designadamente italianas, com investimentos imobiliários no país.

Os primeiros três a cinco franchisados vão actuar nas ilhas do Sal, Santiago e Boavista. Os novos parceiros serão apresentados ao mercado cabo-verdiano no âmbito da 3.ª edição da Feira Internacional de Cabo Verde, que se realiza de 21 a 24 de Novembro na cidade da Praia.

A RE/MAX Portugal irá actuar como Master Franchiser em Cabo Verde e cada novo franchisado irá investir 1500 contos cabo-verdianos em Direitos de Entrada. Com esta operação a ReMax Portugal prevê obter uma receita total na ordem dos dois milhões de euros por ano.

O mercado-alvo da RE/MAX em Cabo Verde será a diáspora, cerca de 50 mil pessoas, em particular a de Portugal, Itália, Holanda e Boston - EUA. Até ao final do ano, a RE/MAX Portugal irá concretizar a sua entrada no mercado de Angola, por via de um parceiro local que irá assumir o Master Franchise para aquele mercado. “